Por ser um axioma é lógico o que este diz. No entanto, acredito que não dá simplesmente para ser o que não sou. A transformação não é instantânea. Por isso existe este axioma, construindo de tal forma. Devo passar por um processo para concluir esta transformação e este é o primeiro passo para ser outro. Porque na realidade, estados estáveis serão apenas os dois momentos em que sou eu ou me torno o que quero ser. Ao tomar este primeiro passo, deixando de agir como eu mesmo. Estarei partindo para um momento instável, porque não terei o costume de ser desta forma, se por acaso esquecer dessa minha tentativa ou se cansar de tentar mudar automaticamente voltarei a ser o que era antes. Neste axioma está apenas definido o primeiro passo, deixar de ser eu, e os próximos passos para atingir o novo eu devem ser a disciplina e o treinamento do novo eu. Até atingir um certo momento em que já não serei mais eu, mas sim o novo eu, pois estarei acostumado a agir da forma que desejava. Logo, se eu esquecer de como deveria agir, acabarei por faze-lo como queria automaticamente.
Quero me tornar uma pessoa disciplinada. Irei tentar minha transformação primeiro deixando de ser eu, no caso deixando de ser indisciplinado. Acredito que nesta questão se torna meio complicada a luta pois para me tornar uma pessoa diferente, deveria eu lutar de forma disciplinada contra essa antiga pessoa. A primeira ação que irei tomar é observar, estudando a logosofia, o quão importante é cumprir aquilo que propomos a nós mesmos. Estudarei a concepção que a logosofia traz sobre a indisciplina e logo em seguida planejarei todas as tarefas que deverei fazer diariamente, para então ter algo no que testar e treinar minha disciplina. Também trarei a evolução consciente para minha vida diária, não é algo fácil mas será a ferramenta mais poderosa para me tornar a pessoa disciplinada que desejo ser. Estes são, acredito eu, os três melhores pilares para me transformar no novo eu: o conhecimento profundo do porque, o planejamento e a evolução consciente. No entanto é apenas o que eu consigo enxergar agora, se pequenas ou grandes coisas surgirem, que possam me ajudar, estarei com a mente aberta para aceita-las.
Reescrevendo: Quem quiser chegar a ser o que não é, deverá principiar por não ser o que é.
•18/06/2008 • 1 ComentárioSimples Solidão
•22/01/2008 • Deixe um comentárioDe repente
da solidão
criaram-se monstros
difusos, confusos, obtusos e ilineares.
De repente
a solidão
é suspeita
difunde, confunde, contunde e mata!
De repente
é a mente
de um louco,
lunático, neorado, nervoso agoniado
De repente
psicopata
que persegue
observa, confunde, mata e ainda rasga!
Tornou-se observador solitário.
Tornou-se assassino frio.
Causador de suicídios
e com isso se satisfaz.
Tudo de repente.
Da solidão
A louco
A psicopata, a assassino solitário
A monstro, difuso, confuso, obtuso e ilinear.
Carpe Diem
•22/01/2008 • Deixe um comentárioOs sentimentos, as emoções
São mecanismo do desenvolvimento
Resposta corporal para as observações![]()
![]()
Leva-nos ao casamento!
É o instinto dos animais
Gera a pior das dores
Deixa agoniado o rapaz
Faz sadio, faz doente
Faz genocídio, faz suicídio
Choram, sorriem, gritam seus usuários
Amor, euforia, medo, ódio!
Os sentimentos, as emoções
Matão!
Dão sentido aos pensamentos
Pedem sentido as religiões
Sem eles, não haveria sentido
Não haveria nação!
Nem um estimulo! Nem uma coesão!
Não haveria uma lagrima
Nem um sorriso
Só ilusão
Porque nada haveria de ser
Sem sentidos, sem emoções.![]()
![]()
Apaixonados por eles sou
Quero viver cada estimulo
Quero base jump, adrenalina!
Rafting, bung jump, briga
Quero um susto a cada esquina!
Amor! Que vem inesperadamente
Transformando o ser
Disfocando a determinação
Alterando todo o viver
Medo! Tão forte naquele pesadelo
Faz as criaturas sobreviverem
Ódio! Faz briga, Faz loucos
Facilmente pode se desenvolver
Mas bem direcionado e utilizado
Gera euforia, prazer!
Quantos sentimentos mais eu poderia dizer?
Quero senti-los todos;
Todos os dias
Criados por diferentes estímulos
Só então poderei morrer.

Felizes Ares
•5/06/2007 • Deixe um comentário
Amo! Vivo nos alt´ares
Mais do que nunca vivi
Mas mais do que nunca, amaria
Se subisse mais alguns andares
Etéreo, extra-corporal, vivo andando
Por entre densos ares dos amares
Andares nos altos ares assim comigo?
Mas cuidado, aqui há muito perigo!
Penhascos pedregosos pisares!
Passeais de costas pelos calcanhares
Pirado, querendo permanecer nos altares
Cuidado! Se não caio contigo
Passeies amando comigo!
Toda a vida nesses altos altares
Yuri Silva Herdt

Tatuado pela chuva
•24/05/2007 • Deixe um comentário 
Tatuagem feita de tempestades veraneadas,
Que caem de repente em noites quentes.
Meus sonhos cheirando a terra molhada,
Como um sentimento apertando-me docemente.
Dissolvida tatuagem vem crescendo,
Assim como chove todos os dias aqui.
Meu âmago molhado simplesmente sorri
E mostra sua tatuagem d’água vivendo.
Se mostrou tão dolorosa quanto é bela,
Também sinceros são os traços dela.
Criou-se em uma noite chuvosa de um beijo.
É o místico desenho de um sentimento.
Está desenhado em mim por dentro:
os lábios molhados, o tribal desejo.
Yuri Silva Herdt
Infrutifero
•18/05/2007 • Deixe um comentário
Foi então que sorrateiramente transfigurou-se a minha percepção. A nova realidade era surpreendentemente macabra em meus novos olhos. Milhões de anos com bilhões de pessoas vivendo trilhões de experiências. Bem aqui, bem agora, tudo deles estava ao meu redor, o dobro disso tudo em sentimentos vividos, desde uma leve inveja até um amor arrasadoramente suicida, na vida de cada um destes seres, todos estes anos. Bem aqui, bem agora, na frente de meus novos olhos. Arrepiando minha corcunda, transbordando minha mente. Então respirei profundamente e pensei em uma saída. Como iria me achar nesse mar de caos? Calmo, analisei só os sentimentos. Meus sentimentos em minha vida como apenas uma unidade. Passei depois para o resto, humanos que nasceram a 100 mil anos, e humanos que nascem aqui agora, a cada segundo. Tudo por o que muitos estão passando exatamente agora. “Tudo foi um acaso!” Diz a nova realidade com um sorriso estranho e sarcástico. “Nada é planejado! Tudo é apenas uma lógica que te mostro agora”. Conclui: “Isso é inexistência de um Deus e a incontinuidade da consciência”. “Tudo que é diferente para nós não passa de uma classificação lingüística”. “Só existe matéria e vácuo”. A peluda realidade foi me rasgando e roendo minha carne. Meu ultimo pedaço de cérebro antes de ser comido gritou com ela, raivoso. Eu queria mudar o mundo, precisávamos mudar. A peluda de espinhos gargalhou sangue e disse: “Teu pior pesadelo é não poder fazer nada e essa vontade de mudar é apenas instinto”. Ela havia me pegado com força e agora devorara meu ultimo pedaço. Tudo não passava apenas de uma emoção por estar domado a milhões de anos de evolução. A minha vontade de fazer algo era apenas a seleção natural, a lógica sem objetivo. Era apenas o ser animal que todos somos, matéria movimentando-se em vão.
Agora, eu, já não sendo mais eu, e talvez sendo o resultado de ser comido pela neutra realidade, pensei em subir catatonicamente até o 16° andar e pular para me estatelar ao chão. Desfragmentando assim meu celebro e desligando meu complexo PC interno. Não deixando de ser só e simplesmente matéria, sendo a mesma coisa, só que desorganizada. “Não há razão para chorar quando alguém morre. Não! Nem mesmo existe razão para chorar”. Só que essa vontade de desorganizar-se não venceu milhões de anos de seleção natural, que escolheu sempre aquele que sobreviveu, resultando em extintos de sobrevivência tão forte dentro de mim, nunca 30 minutos de visão da realidade pode matar milhões de anos em ilusões. Continuo sendo o que a lógica desenvolveu: Matéria bruta autônoma que acasala e irrefutavelmente se desorganizara, pura e simplesmente ação e reação. Sem motivo assim como o ar sobe quando é aquecido: eu vivo.
Yuri Silva Herdt

Bjarias?
•23/04/2007 • Deixe um comentário
Comfusão
Com a fusão
De ir em frente
e olhar pra trásEnfrentar
A frente
com vontade
frenéticaTentando
Fugir da tentação
indevida
Que me fez deverDe ver
Tal compostura
Compus minha amargura
CastiganteCom castisal
Bati no sal
Para virar açucar
inutilmenteNum ultimo
Sonho de vida
Que Deus
Me deviaDeveria eu
ter sonhado
com este sonho
de tv?De vir nessa idade
A divindade
Dividi minha vida
Em perguntasDeveria
Ver-te feliz
com o giz
que escreviGostaria
De costas andar
para tudo
reverRer ve te iria!?
E só rir nos iriamos?!
B em J untos A nda RIA amo S?!
Unsão ser São?Definitivamente
De tão fina
Que ficou minha mente
Eu te quisYuri Silva Herdt
Fim e Inicio
•15/03/2007 • 1 Comentário
Com seu punho criminal,
garganteou-me ao palato,
erguendo-me com um simples ato
ao céu da boca infernal.
Era uma inassimilável crápula
que usou de uma craveira e uma escápula
nas mãos de meu fecundo espírito
para pregar-me com cravos exatos no bruto útero
deste mórbido penhasco da dor.
Em um crepusculoso dia,
não sibilava tal amorfilia.
Fui passivo e catedrático procurar
uma catarse, com impudência impugnar
um profilático perdão.
À toa, ela era lascívia,
letárgica a mim.
Isolado em lástimas voluptuosas,
acompanhado de solidão periorbitária,
sangrando de artérias calibrosas,
nada perspícuo me tornara.
Na liofilização de meus tecidos,
só procrastinei os meus rugidos.
Sentindo estas proscenicas dores em surdina,
desisti e tentei como um escarro, jogar-me
mas era abismo-sem-piso, restou-me o pânico de cair.
Yuri Silva Herdt
Desejo
•6/03/2007 • Deixe um comentário
Mantenha na sua cabeça
Lute pelo seu desejo
Lute pelo seu desejo
Conte-me seu segredo
Mantenha no seu corpo
A má indole do desejo
O respeito pelo meu beijo
E conte-me seu segredo
Seja meu segredo, fortaleça
Meu desejo de viver
Não te esqueça
Do nosso segredo de ter
Mantenha na sua cabeça
O sentido daquele
Beijo, da lingua
Da poética palavra
Do sexo lascivo
E voluptuoso
Luz distante compõe em nosssos corpos a sombra do relevo, a beleza da doce e lisa epiderme. O toque delicado de minha mão grossa arrepiou teu corpo. Doces vapores emanam de nossas peles. Meus labios deslizaram sobre cada curva do seu corpo e se uniram a todos os seus lábios. Nosso único subconsciente controla, a vida se tornou um sonho de dança. A dança é tão bela e lasciva. Como observadores dos nossos atos, gozamos voluptuas. Dois desejos, um segredo.
Por dentro foi minh’alma
Por fora, meu corpo
Na boca, meus labios
E assim te envolvi
Controlei teu ser
E deixei nas tuas mãos
O segredo de viver
Yuri Silva Herdt
Sobre viver
•27/02/2007 • Deixe um comentário 
Levantou de uma batalha perdida. Seu corpo quente e suado está molhado de feridas e cortes. O branco de seus olhos esta encardido com sangue. O calor do ocorrido ainda queima ao seu redor. Começa a caminhar lentamente entre os corpos, olhando para o infinito, percebe-se uma nota sarcástica de tristeza em seus passos, que claramente são doloridos. Horas procurando, não sabe o que, nem pensa, só sente a dor de seus cortes amarrados, na tentativa de estancar o sangue.
Caminhão com rodas sujas de hemoglobina se aproxima ruidosamente. Não é possível distinguir a cor original, tudo é cinza e sangue. Suas grandes rodas passam por cima dos corpos sem perguntar seus nomes. Para a Guerra, corpos são ninguém. Corpos não tem nome.
“Eu quero acordar” Diz um pensamento contundente. Ele enche seus pulmões com o pútrido ar frio e grita. O sombrio caminhão continua se movendo, o motorista veste uma capa preta, não é possível ver seu rosto. Apenas suas mãos finas e brancas que mais parecem ossos encardidas com pedaços de carne no volante. O sobrevivente solitário ao perceber que o caminhão não vai parar, se põe na frente. O caminhão não para. Corpo arde em chamas. O caminhão continua.
A adrenalina corre no seu sangue e músculos, ele se levanta e começa a correr atrás do caminhão. Pessoas em cima do caminhão estendem a mão. São seus amigos, todos estão vivos. As mãos o seguram varias vezes, mas escorregam em seu sangue.
Silencio. Uma lagrima de sangue o atingirá, ela cairá do rosto da única pessoa que o pode ajudar e a lagrima o derrubará. Existiam amigos ali, sim existiam. É o que ele acreditava. Ela estará sozinha em cima do caminhão, olhando para o infinito, ela nem o perceberá, ela está sozinha chorando em lagrimas de sangue, ele gritará, ela não o perceberá. Assim o seu corpo não resistiu mais, ele começou a ficar pra trás. Caiu de joelhos. Viu a imagem da rainha Vida sobre o caminhão da Morte se afastando. Com a cara no sangue e na lama, ele nem percebeu que todos os seus amigos estão ali do seu lado, mortos. Com seus amigos ele aproveitará o não viver, degustará ate o fim a ilusão da vida. Pois a verdadeira vida vai ao longe, sobre o caminhão da Morte.
A vida é apenas uma guerra de muitas batalhas. Apenas uma pequena guerra idiota. Você pode ficar em cima do caminhão, pode toca-lo, pode ser atropelado por ele, pode por poucos ou até muitos instantes viver, ao lado da Vida, mas não se esqueça, a Morte dirigi o caminhão.
Yuri Silva Herdt
