Justificado

•10/12/2008 • Deixe um comentário

A algum tempo eu estou com vontade de entrar no mundo dos blogs. Treinando dissertações para o vestibular mesmo eu não me aguentei! Descobri que tenho talento para visão critica, pelo menos é o que acho, espero estar certo. De qualquer forma, vou começar a escrever bastante aqui e… quem sabe… o treinamento leve a perfeição.

Sobre o que eu vou escrever!?

Como todo o bloggueiro iniciante que se preze, vou escrever sobre o que eu gosto(relacha, nada sobre eu):

- Auto desenvolvimento, administração, RH, AIESEC, logosofia, ética e por ai vai.

Espero que para quem ler meu blog (ninguem deve ler ele ainda), goste de ler e sentir que não perdeu tempo com algo idióta.

 (gostaria de poder botar o texto em justificado, não tem isso em nenhum blog, isso é alguma proibição da sociedade dos bloggueiros?)

Acabei de descobrir como justificar…

O que busca você na sabedoria logosófica?

•2/07/2008 • Deixe um comentário

Eu busco conseguir eliminar minhas deficiências com o objetivo de ser uma pessoa que atinja com maior facilidade meus objetivos. Porque quando entrei em uma organização de estudantes que estimulam o desenvolvimento profissional, que de uma certa forma atinge também o desenvolvimento pessoal, percebi que era muito falho em atingir objetivos mais amplos de uma forma geral. Tenho este problema exatamente pelo fato de ter profundo em meu interior deficiências como indisciplina e falta de atenção. Sei que estas minhas deficiências são difíceis de serem vencidas por isso pretendo seguir ao máximo a logosofia, até mesmo partindo para a difusão dela, com o objetivo de entende-la muito bem. Porem não é este meu único anelo, pretendo também maximizar minhas capacidades organizando minha vida interna. Diria ao final que procuro ser um bom conhecedor das leis que regem nossa vida para ser mais feliz, seja ajudando o próximo ou a eu mesmo.

Reescrevendo: Quem quiser chegar a ser o que não é, deverá principiar por não ser o que é.

•18/06/2008 • 1 Comentário

Por ser um axioma é lógico o que este diz. No entanto, acredito que não dá simplesmente para ser o que não sou. A transformação não é instantânea. Por isso existe este axioma, construindo de tal forma. Devo passar por um processo para concluir esta transformação e este é o primeiro passo para ser outro. Porque na realidade, estados estáveis serão apenas os dois momentos em que sou eu ou me torno o que quero ser. Ao tomar este primeiro passo, deixando de agir como eu mesmo. Estarei partindo para um momento instável, porque não terei o costume de ser desta forma, se por acaso esquecer dessa minha tentativa ou se cansar de tentar mudar automaticamente voltarei a ser o que era antes. Neste axioma está apenas definido o primeiro passo, deixar de ser eu, e os próximos passos para atingir o novo eu devem ser a disciplina e o treinamento do novo eu. Até atingir um certo momento em que já não serei mais eu, mas sim o novo eu, pois estarei acostumado a agir da forma que desejava. Logo, se eu esquecer de como deveria agir, acabarei por faze-lo como queria automaticamente.
Quero me tornar uma pessoa disciplinada. Irei tentar minha transformação primeiro deixando de ser eu, no caso deixando de ser indisciplinado. Acredito que nesta questão se torna meio complicada a luta pois para me tornar uma pessoa diferente, deveria eu lutar de forma disciplinada contra essa antiga pessoa. A primeira ação que irei tomar é observar, estudando a logosofia, o quão importante é cumprir aquilo que propomos a nós mesmos. Estudarei a concepção que a logosofia traz sobre a indisciplina e logo em seguida planejarei todas as tarefas que deverei fazer diariamente, para então ter algo no que testar e treinar minha disciplina. Também trarei a evolução consciente para minha vida diária, não é algo fácil mas será a ferramenta mais poderosa para me tornar a pessoa disciplinada que desejo ser. Estes são, acredito eu, os três melhores pilares para me transformar no novo eu: o conhecimento profundo do porque, o planejamento e a evolução consciente. No entanto é apenas o que eu consigo enxergar agora, se pequenas ou grandes coisas surgirem, que possam me ajudar, estarei com a mente aberta para aceita-las.

Quem quiser chegar a ser o que não é, deverá principiar por não ser o que é.

•11/06/2008 • Deixe um comentário

O que somos nós? Naturalmente crescemos e fomos criados para sermos indivíduos em uma sociedade descarrilhada de uma base estrutural natural a todos. Somos indivíduos – formados de uma cultura interna a partir de nossos aprendizados – logicamente diferentes entre si. Apesar de sermos muito parecidos e apesar de muitas pessoas tentarem ser internamente e até externamente iguais a outras, sem exceções seremos únicos, mas mutáveis.

Procuramos essa transição da cultura do ser interno a partir do momento que desejamos de alguma forma mudar, consciente ou incoscientemente. É consciente a partir do momento que observamos algo que poderia ser melhor em nós – ou pelo menos que acreditamos que será melhor para gente – e então tomamos a decisão de trazer aquilo observado para o nosso eu. É inconsciente quando procuramos, sem nem ao menos perceber, ser diferente do que somos.

A grande maioria das pessoas que procuram ser diferentes, não conseguem faze-lo no sentindo de mudar elas mesmas devido a três questões. Na primeira, não percebem o momento de mudança, não estão atentas para tentar fazer como gostariam. Na segunda, não proporcionam a si mesmo os momentos em que querem mudar, não procuram achar os momentos para desafiar sua transformação. E por ultimo, até percebem o momento de ser diferentes mas não se sentem seguras para faze-lo, não tomam a iniciativa por medo de errar ou por simples preguiça. Para exercer está mudança em si mesmo, devem começar a deixar de ser o que são. Não é este o exato momento que serão como querem mas é um passo importante para se-lo pois estarão praticando o novo ser. É um período complicado pois ao caminhar por um lugar novo, um lugar que não nos é seguro, onde erramos, nos sentimos geralmente mal e provavelmente voltaremos a agir como antes, onde nos sentíamos seguros. Se continuarmos tentando, desafiando este caminho, procurando “o ser” que se quer atingir, não tardará o momento em ser aquilo que desejamos.

Provavelmente atingirá com mais facilidade essa mudança interna, aquele que procura de forma consciente. A primeira decisão a tomar então e muito importante é que devemos limpar nossa cabeça de todos os preconceitos, tendo apenas um conceito em mente: “sempre podemos estar errados”. Pois os preconceitos irão imobilizar nossa visão e não conseguiremos enxergar o caminho para sermos o que queremos. Junto com este ato que não é simples não basta apenas querer ser diferente do que somos, devemos querer prioritariamente.  Somos pessoas que sabem pensar, mas inserir uma alta prioridade na própria vida interna não é uma coisa simples. Para isso deveremos pensar todos os dias naquilo que queremos, além de que não devemos pensar apenas com os mesmos proles daquilo que queremos, devemos analisar varias faces da vida em procura de razões a mais para atingir aquele novo ser. Isto aprofundará cada vez mais no seu amago, a necessidade de se transformar neste novo ser. Só então o consciente estará ativo o suficientemente e cheio de vontades não momentâneas mas constantes em atingir aquele novo ser.

Este texto ficou uma bosta =/

Desenvolvimento

•24/05/2008 • Deixe um comentário

Hoje vou transformar este meu blog, que se encontra a algum tempo parado, em algo mais construtivo. Está na hora de começar a escrever sobre tudo que me é importante e que vem me transformando a vida nos últimos meses. Vamos lá na introdução!

Sou uma pessoa que sempre procurou por uma razão, que não vem ao caso agora, meu desenvolvimento pessoal. Quando digo, desenvolvimento pessoal não é só na vida pessoal, é no trabalho, mental e em todos os conceitos de vida diferente que podem surgir. Me sentia solitário neste ato, a não ser por poucas pessoas que encontrei que procuravam fazer o mesmo. Mas foi assim até eu mesmo correr a traz de uma instituição que procurasse desenvolvimento pessoal. Desde então as coisas mudarão. Agora não sou mais solitário, e por estar nesta instituição descobri mais lugares onde procura-se desenvolver a si mesmo e também descobri mais gente que quer se desenvolver, achei minha tribo! Acho que faz um bom tempo que não me sentia tão completo como me sinto agora, podendo compartilhar meus próprios valores com tantas pessoas.

Começou na AIESEC. Uma organização internacional de estudantes, a maior de todas, com o objetivo de desenvolver jovens lideres com capacidade de impactar positivamente na sociedade. Lá nesta instituição, ao ver que eu teria que desenvolver muito trabalho pensei em melhorar algumas áreas da minha vida. Como a minha organização em todos os níveis, o tempo, o quarto, os rascunhos, tudo. Por sorte esbarrei na Logosofia. Está ajudaria a desenvolver ainda mais.

Já estou algum tempo nelas. Por isso não vem ao caso explicar necessariamente o que elas tem por objetivo e como fazem as coisas. Ao relatar meu desenvolvimento neste blog, será possível entender como elas trabalham.

Simples Solidão

•22/01/2008 • Deixe um comentário

De repente
da solidão
criaram-se monstros
difusos, confusos, obtusos e ilineares.

De repente
a solidão
é suspeita
difunde, confunde, contunde e mata!

De repente
é a mente
de um louco,
lunático, neorado, nervoso agoniado

De repente
psicopata
que persegue
observa, confunde, mata e ainda rasga!

Tornou-se observador solitário.
Tornou-se assassino frio.
Causador de suicídios
e com isso se satisfaz.

Tudo de repente.
Da solidão
A louco
A psicopata, a assassino solitário
A monstro, difuso, confuso, obtuso e ilinear.

Carpe Diem

•22/01/2008 • Deixe um comentário

Os sentimentos, as emoções
São mecanismo do desenvolvimento
Resposta corporal para as observaçõesAdrenalinaAdrenalina
Leva-nos ao casamento!
É o instinto dos animais
Gera a pior das dores
Deixa agoniado o rapaz
Faz sadio, faz doente
Faz genocídio, faz suicídio
Choram, sorriem, gritam seus usuários
Amor, euforia, medo, ódio!
Os sentimentos, as emoções
Matão!
Dão sentido aos pensamentos
Pedem sentido as religiões
Sem eles, não haveria sentido
Não haveria nação!
Nem um estimulo! Nem uma coesão!
Não haveria uma lagrima
Nem um sorriso
Só ilusão
Porque nada haveria de ser
Sem sentidos, sem emoções.AdrenalinaAdrenalina
Apaixonados por eles sou
Quero viver cada estimulo
Quero base jump, adrenalina!
Rafting, bung jump, briga
Quero um susto a cada esquina!
Amor! Que vem inesperadamente
Transformando o ser
Disfocando a determinação
Alterando todo o viver
Medo! Tão forte naquele pesadelo
Faz as criaturas sobreviverem
Ódio! Faz briga, Faz loucos
Facilmente pode se desenvolver
Mas bem direcionado e utilizado
Gera euforia, prazer!
Quantos sentimentos mais eu poderia dizer?
Quero senti-los todos;
Todos os dias
Criados por diferentes estímulos
Só então poderei morrer.

Adrenalina

Felizes Ares

•5/06/2007 • Deixe um comentário

 

Amo! Vivo nos alt´ares
Mais do que nunca vivi
Mas mais do que nunca, amaria
Se subisse mais alguns andares

 

Etéreo, extra-corporal, vivo andando
Por entre densos ares dos amares
Andares nos altos ares assim comigo?
Mas cuidado, aqui há muito perigo!

 

Penhascos pedregosos pisares!
Passeais de costas pelos calcanhares
Pirado, querendo permanecer nos altares

 

Cuidado! Se não caio contigo
Passeies amando comigo!
Toda a vida nesses altos altares

 

 

Yuri Silva Herdt

Penhasco

 

 

 

 

Tatuado pela chuva

•24/05/2007 • Deixe um comentário

ice

Tatuagem feita de tempestades veraneadas,
Que caem de repente em noites quentes.
Meus sonhos cheirando a terra molhada,
Como um sentimento apertando-me docemente.

Dissolvida tatuagem vem crescendo,
Assim como chove todos os dias aqui.
Meu âmago molhado simplesmente sorri
E mostra sua tatuagem d’água vivendo.

Se mostrou tão dolorosa quanto é bela,
Também sinceros são os traços dela.
Criou-se em uma noite chuvosa de um beijo.

É o místico desenho de um sentimento.
Está desenhado em mim por dentro:
os lábios molhados, o tribal desejo.

Yuri Silva Herdt

 

 

 

 

 

 

Infrutifero

•18/05/2007 • Deixe um comentário

in1

Foi então que sorrateiramente transfigurou-se a minha percepção. A nova realidade era surpreendentemente macabra em meus novos olhos. Milhões de anos com bilhões de pessoas vivendo trilhões de experiências. Bem aqui, bem agora, tudo deles estava ao meu redor, o dobro disso tudo em sentimentos vividos, desde uma leve inveja até um amor arrasadoramente suicida, na vida de cada um destes seres, todos estes anos. Bem aqui, bem agora, na frente de meus novos olhos. Arrepiando minha corcunda, transbordando minha mente. Então respirei profundamente e pensei em uma saída. Como iria me achar nesse mar de caos? Calmo, analisei só os sentimentos. Meus sentimentos em minha vida como apenas uma unidade. Passei depois para o resto, humanos que nasceram a 100 mil anos, e humanos que nascem aqui agora, a cada segundo. Tudo por o que muitos estão passando exatamente agora. “Tudo foi um acaso!” Diz a nova realidade com um sorriso estranho e sarcástico. “Nada é planejado! Tudo é apenas uma lógica que te mostro agora”. Conclui: “Isso é inexistência de um Deus e a incontinuidade da consciência”. “Tudo que é diferente para nós não passa de uma classificação lingüística”. “Só existe matéria e vácuo”. A peluda realidade foi me rasgando e roendo minha carne. Meu ultimo pedaço de cérebro antes de ser comido gritou com ela, raivoso. Eu queria mudar o mundo, precisávamos mudar. A peluda de espinhos gargalhou sangue e disse: “Teu pior pesadelo é não poder fazer nada e essa vontade de mudar é apenas instinto”. Ela havia me pegado com força e agora devorara meu ultimo pedaço. Tudo não passava apenas de uma emoção por estar domado a milhões de anos de evolução. A minha vontade de fazer algo era apenas a seleção natural, a lógica sem objetivo. Era apenas o ser animal que todos somos, matéria movimentando-se em vão.
Agora, eu, já não sendo mais eu, e talvez sendo o resultado de ser comido pela neutra realidade, pensei em subir catatonicamente até o 16° andar e pular para me estatelar ao chão. Desfragmentando assim meu celebro e desligando meu complexo PC interno. Não deixando de ser só e simplesmente matéria, sendo a mesma coisa, só que desorganizada. “Não há razão para chorar quando alguém morre. Não! Nem mesmo existe razão para chorar”. Só que essa vontade de desorganizar-se não venceu milhões de anos de seleção natural, que escolheu sempre aquele que sobreviveu, resultando em extintos de sobrevivência tão forte dentro de mim, nunca 30 minutos de visão da realidade pode matar milhões de anos em ilusões. Continuo sendo o que a lógica desenvolveu: Matéria bruta autônoma que acasala e irrefutavelmente se desorganizara, pura e simplesmente ação e reação. Sem motivo assim como o ar sobe quando é aquecido: eu vivo.

Yuri Silva Herdt

in2