Quem quiser chegar a ser o que não é, deverá principiar por não ser o que é.

O que somos nós? Naturalmente crescemos e fomos criados para sermos indivíduos em uma sociedade descarrilhada de uma base estrutural natural a todos. Somos indivíduos – formados de uma cultura interna a partir de nossos aprendizados – logicamente diferentes entre si. Apesar de sermos muito parecidos e apesar de muitas pessoas tentarem ser internamente e até externamente iguais a outras, sem exceções seremos únicos, mas mutáveis.

Procuramos essa transição da cultura do ser interno a partir do momento que desejamos de alguma forma mudar, consciente ou incoscientemente. É consciente a partir do momento que observamos algo que poderia ser melhor em nós – ou pelo menos que acreditamos que será melhor para gente – e então tomamos a decisão de trazer aquilo observado para o nosso eu. É inconsciente quando procuramos, sem nem ao menos perceber, ser diferente do que somos.

A grande maioria das pessoas que procuram ser diferentes, não conseguem faze-lo no sentindo de mudar elas mesmas devido a três questões. Na primeira, não percebem o momento de mudança, não estão atentas para tentar fazer como gostariam. Na segunda, não proporcionam a si mesmo os momentos em que querem mudar, não procuram achar os momentos para desafiar sua transformação. E por ultimo, até percebem o momento de ser diferentes mas não se sentem seguras para faze-lo, não tomam a iniciativa por medo de errar ou por simples preguiça. Para exercer está mudança em si mesmo, devem começar a deixar de ser o que são. Não é este o exato momento que serão como querem mas é um passo importante para se-lo pois estarão praticando o novo ser. É um período complicado pois ao caminhar por um lugar novo, um lugar que não nos é seguro, onde erramos, nos sentimos geralmente mal e provavelmente voltaremos a agir como antes, onde nos sentíamos seguros. Se continuarmos tentando, desafiando este caminho, procurando “o ser” que se quer atingir, não tardará o momento em ser aquilo que desejamos.

Provavelmente atingirá com mais facilidade essa mudança interna, aquele que procura de forma consciente. A primeira decisão a tomar então e muito importante é que devemos limpar nossa cabeça de todos os preconceitos, tendo apenas um conceito em mente: “sempre podemos estar errados”. Pois os preconceitos irão imobilizar nossa visão e não conseguiremos enxergar o caminho para sermos o que queremos. Junto com este ato que não é simples não basta apenas querer ser diferente do que somos, devemos querer prioritariamente.  Somos pessoas que sabem pensar, mas inserir uma alta prioridade na própria vida interna não é uma coisa simples. Para isso deveremos pensar todos os dias naquilo que queremos, além de que não devemos pensar apenas com os mesmos proles daquilo que queremos, devemos analisar varias faces da vida em procura de razões a mais para atingir aquele novo ser. Isto aprofundará cada vez mais no seu amago, a necessidade de se transformar neste novo ser. Só então o consciente estará ativo o suficientemente e cheio de vontades não momentâneas mas constantes em atingir aquele novo ser.

Este texto ficou uma bosta =/

~ por Yuri Silva Herdt em 11/06/2008.

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