Simples Solidão

•22/01/2008 • Deixe um comentário

De repente
da solidão
criaram-se monstros
difusos, confusos, obtusos e ilineares.

De repente
a solidão
é suspeita
difunde, confunde, contunde e mata!

De repente
é a mente
de um louco,
lunático, neorado, nervoso agoniado

De repente
psicopata
que persegue
observa, confunde, mata e ainda rasga!

Tornou-se observador solitário.
Tornou-se assassino frio.
Causador de suicídios
e com isso se satisfaz.

Tudo de repente.
Da solidão
A louco
A psicopata, a assassino solitário
A monstro, difuso, confuso, obtuso e ilinear.

Anúncios

Carpe Diem

•22/01/2008 • Deixe um comentário

Os sentimentos, as emoções
São mecanismo do desenvolvimento
Resposta corporal para as observaçõesAdrenalinaAdrenalina
Leva-nos ao casamento!
É o instinto dos animais
Gera a pior das dores
Deixa agoniado o rapaz
Faz sadio, faz doente
Faz genocídio, faz suicídio
Choram, sorriem, gritam seus usuários
Amor, euforia, medo, ódio!
Os sentimentos, as emoções
Matão!
Dão sentido aos pensamentos
Pedem sentido as religiões
Sem eles, não haveria sentido
Não haveria nação!
Nem um estimulo! Nem uma coesão!
Não haveria uma lagrima
Nem um sorriso
Só ilusão
Porque nada haveria de ser
Sem sentidos, sem emoções.AdrenalinaAdrenalina
Apaixonados por eles sou
Quero viver cada estimulo
Quero base jump, adrenalina!
Rafting, bung jump, briga
Quero um susto a cada esquina!
Amor! Que vem inesperadamente
Transformando o ser
Disfocando a determinação
Alterando todo o viver
Medo! Tão forte naquele pesadelo
Faz as criaturas sobreviverem
Ódio! Faz briga, Faz loucos
Facilmente pode se desenvolver
Mas bem direcionado e utilizado
Gera euforia, prazer!
Quantos sentimentos mais eu poderia dizer?
Quero senti-los todos;
Todos os dias
Criados por diferentes estímulos
Só então poderei morrer.

Adrenalina

Felizes Ares

•5/06/2007 • Deixe um comentário

 

Amo! Vivo nos alt´ares
Mais do que nunca vivi
Mas mais do que nunca, amaria
Se subisse mais alguns andares

 

Etéreo, extra-corporal, vivo andando
Por entre densos ares dos amares
Andares nos altos ares assim comigo?
Mas cuidado, aqui há muito perigo!

 

Penhascos pedregosos pisares!
Passeais de costas pelos calcanhares
Pirado, querendo permanecer nos altares

 

Cuidado! Se não caio contigo
Passeies amando comigo!
Toda a vida nesses altos altares

 

 

Yuri Silva Herdt

Penhasco

 

 

 

 

Tatuado pela chuva

•24/05/2007 • Deixe um comentário

ice

Tatuagem feita de tempestades veraneadas,
Que caem de repente em noites quentes.
Meus sonhos cheirando a terra molhada,
Como um sentimento apertando-me docemente.

Dissolvida tatuagem vem crescendo,
Assim como chove todos os dias aqui.
Meu âmago molhado simplesmente sorri
E mostra sua tatuagem d’água vivendo.

Se mostrou tão dolorosa quanto é bela,
Também sinceros são os traços dela.
Criou-se em uma noite chuvosa de um beijo.

É o místico desenho de um sentimento.
Está desenhado em mim por dentro:
os lábios molhados, o tribal desejo.

Yuri Silva Herdt

 

 

 

 

 

 

Infrutifero

•18/05/2007 • Deixe um comentário

in1

Foi então que sorrateiramente transfigurou-se a minha percepção. A nova realidade era surpreendentemente macabra em meus novos olhos. Milhões de anos com bilhões de pessoas vivendo trilhões de experiências. Bem aqui, bem agora, tudo deles estava ao meu redor, o dobro disso tudo em sentimentos vividos, desde uma leve inveja até um amor arrasadoramente suicida, na vida de cada um destes seres, todos estes anos. Bem aqui, bem agora, na frente de meus novos olhos. Arrepiando minha corcunda, transbordando minha mente. Então respirei profundamente e pensei em uma saída. Como iria me achar nesse mar de caos? Calmo, analisei só os sentimentos. Meus sentimentos em minha vida como apenas uma unidade. Passei depois para o resto, humanos que nasceram a 100 mil anos, e humanos que nascem aqui agora, a cada segundo. Tudo por o que muitos estão passando exatamente agora. “Tudo foi um acaso!” Diz a nova realidade com um sorriso estranho e sarcástico. “Nada é planejado! Tudo é apenas uma lógica que te mostro agora”. Conclui: “Isso é inexistência de um Deus e a incontinuidade da consciência”. “Tudo que é diferente para nós não passa de uma classificação lingüística”. “Só existe matéria e vácuo”. A peluda realidade foi me rasgando e roendo minha carne. Meu ultimo pedaço de cérebro antes de ser comido gritou com ela, raivoso. Eu queria mudar o mundo, precisávamos mudar. A peluda de espinhos gargalhou sangue e disse: “Teu pior pesadelo é não poder fazer nada e essa vontade de mudar é apenas instinto”. Ela havia me pegado com força e agora devorara meu ultimo pedaço. Tudo não passava apenas de uma emoção por estar domado a milhões de anos de evolução. A minha vontade de fazer algo era apenas a seleção natural, a lógica sem objetivo. Era apenas o ser animal que todos somos, matéria movimentando-se em vão.
Agora, eu, já não sendo mais eu, e talvez sendo o resultado de ser comido pela neutra realidade, pensei em subir catatonicamente até o 16° andar e pular para me estatelar ao chão. Desfragmentando assim meu celebro e desligando meu complexo PC interno. Não deixando de ser só e simplesmente matéria, sendo a mesma coisa, só que desorganizada. “Não há razão para chorar quando alguém morre. Não! Nem mesmo existe razão para chorar”. Só que essa vontade de desorganizar-se não venceu milhões de anos de seleção natural, que escolheu sempre aquele que sobreviveu, resultando em extintos de sobrevivência tão forte dentro de mim, nunca 30 minutos de visão da realidade pode matar milhões de anos em ilusões. Continuo sendo o que a lógica desenvolveu: Matéria bruta autônoma que acasala e irrefutavelmente se desorganizara, pura e simplesmente ação e reação. Sem motivo assim como o ar sobe quando é aquecido: eu vivo.

Yuri Silva Herdt

in2

 

 

 

 

Bjarias?

•23/04/2007 • Deixe um comentário

 

Comfusão
Com a fusão
De ir em frente
e olhar pra trás

Enfrentar
A frente
com vontade
frenética

Tentando
Fugir da tentação
indevida
Que me fez dever

De ver
Tal compostura
Compus minha amargura
Castigante

Com castisal
Bati no sal
Para virar açucar
inutilmente

Num ultimo
Sonho de vida
Que Deus
Me devia

Deveria eu
ter sonhado
com este sonho
de tv?

De vir nessa idade
A divindade
Dividi minha vida
Em perguntas

Deveria
Ver-te feliz
com o giz
que escrevi

Gostaria
De costas andar
para tudo
rever

Rer ve te iria!?
E só rir nos iriamos?!
B em J untos A nda RIA amo S?!
Unsão ser São?

Definitivamente
De tão fina
Que ficou minha mente
Eu te quis

Yuri Silva Herdt

 

 

 

 

 

Fim e Inicio

•15/03/2007 • 1 Comentário

head

Com seu punho criminal,
garganteou-me ao palato,
erguendo-me com um simples ato
ao céu da boca infernal.
Era uma inassimilável crápula
que usou de uma craveira e uma escápula
nas mãos de meu fecundo espírito
para pregar-me com cravos exatos no bruto útero
deste mórbido penhasco da dor.

Em um crepusculoso dia,
não sibilava tal amorfilia.
Fui passivo e catedrático procurar
uma catarse, com impudência impugnar
um profilático perdão.
À toa, ela era lascívia,
letárgica a mim.

Isolado em lástimas voluptuosas,
acompanhado de solidão periorbitária,
sangrando de artérias calibrosas,
nada perspícuo me tornara.
Na liofilização de meus tecidos,
só procrastinei os meus rugidos.
Sentindo estas proscenicas dores em surdina,
desisti e tentei como um escarro, jogar-me
mas era abismo-sem-piso, restou-me o pânico de cair.

Yuri Silva Herdt

pes